A consolidação do Nazismo na USP

A consolidação do Nazismo na USP

 
 
 
No dia 27 de fevereiro de 1933, o Reichstag, sede do parlamento alemão, foi incendiado sob circunstâncias misteriosas. Esse evento marcou o início do recrudescimento do governo alemão, que, desde o dia 30 de janeiro daquele ano, tinha Adolf Hitler como chanceler. A radicalização da atuação dos nacional-socialistas — sobretudo através de sua tropa de choque, aSturmabtleing (SA) — conduziu à supressão progressiva das liberdades políticas e ao aumento da perseguição às vozes dissonantes. Em 2 de agosto de 1934, o presidente alemão, Paul Von Hindenburg, faleceu. Ao arrepio da Constituição de Weimar, que estabelecia eleições para o cargo, a chancelaria alemã declarou a vacância do cargo e transferiu os poderes da presidência a Adolf Hitler como Führer und Reichskanzler (“líder e chanceler”).

Quando, há alguns dias, escrevemos aqui sobre o caráter inegavelmente nazista — modus operandi e modus pensandi perfeitamente análogos ao que se viu na Alemanha dos anos 1930 — das invasões da USP, não estava sendo utilizada uma hipérbole descabida na busca de um efeito sensacionalista puramente retórico. Ontem, dia 17 de novembro, a verificação empírica do espírito nazista do “movimento estudantil” da Universidade de São Paulo finalmente mostrou-se de modo horrendamente apoteótico. A assembléia estudantil uspiana reunida ontem decidiu, dentre outras coisas, o adiamento das eleições do DCE para 2012 sem definição de data para o pleito. Essa decisão foi tomada de maneira ilegítima, contra o que está claramente disposto no próprio Estatuto do DCE da USP (grifos nossos):

Artigo 15° – Compete à Assembléia Geral Universitária:

1. Reconhecer os seus respectivos membros;
2. Discutir e votar as propostas apresentadas.

Parágrafo único – no que se refere às eleições da diretoria do Diretório Central dos Estudantes Livre “Alexandre Vannuchi Leme”, compete ao CCA [Conselho de Centros Acadêmicos], e não à Assembléia Geral Universitária, suas deliberações.

[…]

Artigo 19º – Compete ao CCA:

1. Encaminhar conjuntamente com a diretoria as deliberações do Congresso dos Estudantes da USP e da Assembléia Geral Universitária;
2. Deliberar acerca de teses, moções e propostas, desde que não conflitantes com as deliberações do Congresso e da Assembléia Geral Universitária;
3. Privativamente (privativo ao CCA), convocar as eleições, aprovar o Regimento Eleitoral, analisar e julgar recursos do pleito eleitoral e dar posse à chapa eleita para a diretoria do Diretório Central dos Estudantes Livre “Alexandre Vannucchi Leme”;
4. Convocar a Assembléia Geral Universitária;
5. Reconhecer as deliberações do Conselho de Assistência Estudantil.

Em qualquer lugar do mundo, só há uma palavra para descrever essa manobra política: GOLPE. A justificativa dada por Thiago Aguiar, membro da atual gestão do DCE da USP — que, coincidentemente, é controlada pelo PSOL –, é que “não há um clima de normalidade para se fazer as eleições”. Ironicamente (ou não), essa foi a mesma justificativa dada pelo então chanceler Adolf Hitler para a progressiva eliminação dos concorrentes políticos dentro da Alemanha após o incêndio do Reichstag.
 
 http://unbconservadora.blogspot.com.br/2011/11/consolidacao-do-nazismo-na-usp.html
 
A única chapa a se declarar contra esse golpe orquestrado pela esquerdalha da universidade foi a Reação USP, chapa do movimento Liberdade USP. Todas as outras chapas, ligadas aos mais delirantes setores da extrema-esquerda tupiniquim — LER-QI (Liga Estratégica Revolucionária – Quarta Internacional), MNN (Movimento Negação da Negação), PCO (Partido da Causa Operária), POR (Partido Operário Revolucionário) e que tais –, foram cúmplices do covarde assassinato da verdadeira democracia universitária.

A atual gestão do DCE da USP, bem como todos os movimentos que apoiaram o golpe orquestrado, representam o que há mais de pútrido e pusilânime não apenas no “movimento estudantil”, mas na própria sociedade como um todo. Seus métodos tirânicos e intolerantes são a versão pós-moderna do que os nazistas promoveram na Alemanha. Diante dessa situação vergonhosa, o Diretório Central dos Estudantes Livre “Alexandre Vannucchi Leme” provou que deveria passar a se chamar Diretório Central dos Estudantes Nacional-Socialista “Adolf Hitler”.

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