26.12.2012: A ECONOMIA ATUAL NO BRASIL PARA O CIDADÃO COMUM ENTENDA, O LEIGO EM ECONOMIA. EXCELENTE AULA! TODOS PRECISAM LER.

26.12.2012

Blog do Milênio – Globo News: entre e saiba mais sobre o programa:

 Economista e professor de Harvard, Profº Kenneth Rogoff afirma que a crise atual segue o mesmo caminho das anteriores.

 

Uma aula sucinta da economia da Europa, EUA, China, Brasil:

 

E o problema com a China é que eles exageram nos dados, manipulam os dados. Talvez nunca saibamos quando ela vai acontecer, mas está muito claro que eles estão se desacelerando. Para os mercados emergentes, seria preocupante se ela acontecesse rápido”.

 

Jornalista  Jorge Pontual: Em 2009, no início desse ano, o presidente Lula esteve em Nova York, e eu o entrevistei. E ele disse: “Isso não vai nos atingir. Fizemos nosso dever de casa, estamos em terreno firme, desta vez é diferente. “Certo?” “Nós não vamos ser atingidos. Nós vamos crescer.”  No ano seguinte o Brasil teve um crescimento recorde, e eles disseram: Não falamos? Nós somos os melhores, nós vamos continuar crescendo.” E este ano, o que aconteceu? O Brasil teve um crescimento menor do que o esperado. E agora eles estão culpando a Europa. O que você acha disto?

Profº Kenneth Rogoff : Em primeiro lugar, o Brasil realmente fez o dever de casa e criou macroestabilidade, mas é como se o meu filho tivesse feito o dever de casa “três anos atrás”. Se não fizer o dever de casa este ano, não vai acompanhar a turma. E a velocidade com que o Brasil está “fazendo o dever de casa diminuiu”. Eles não fizeram a “REFORMA TRIBUTÁRIA (Reforma tributária é uma reforma políticoeconômica que visa a mudança da atual estrutura de legislação de impostostaxas e outras contribuições vigentes num país para que a tributação seja mais igualitária. Recorrendo ao site da Secretaria do Estado da Fazenda do Maranhão, lemos que “ela afetará a vida da população, dos empresários e dos governos federalestaduais e municipais, pois mexerá com os recursos que são transferidos dos particulares para manter o sistema estatal e os serviços públicos, comosegurançaeducaçãosaúdesaneamento básico entre outros. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma_tribut%C3%A1ria); CARTILHA REFORMA TRIBUTÁRIA, BRASÍLIA-DF, 28/02/2008:

http://www.fazenda.gov.br/portugues/documentos/2008/fevereiro/Cartilha-Reforma-Tributaria.pdf) ”, não fizeram a “REFORMA NO SISTEMA DE PENSÕES”:  “A REFORMA SANITÁRIA”, O SISTEMA UNICO DE SAUDE NO BRASIL. Fonte de pesuisas: http://misodor.com/SUSBRASIL.php; http://www.mpas.gov.br/arquivos/office/3_081014-111357-268.pdf

HÁ MUITAS OBRAS DE INFRAESTRUTURA A SEREM FEITAS, mas há TANTA CORRUPÇÃO NOS ESTADOS E NO GOVERNO QUE NÃO PODEM SER FEITAS COM FACILIDADE.

Há coisas que o Brasil precisa saber para “poder ir mais longe.” Contanto que a CHINA esteja se expandindo, e que vocês sejam flexíveis para exportar commodities (Commodity é um termo de língua inglesa que, como o seu plural commodities, significando literalmente mercadoria, é utilizado para designar bens para o quais existe procura sem atender à diferenciação de qualidade do produto no conjunto dos mercados e entre vários fornecedores ou marcas.

As commodities são habitualmente substâncias extraídas da terra e que mantém até certo ponto um preço universal. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Commodity).

Jornalista Jorge Pontual: Como parceiros, certo?

 

Profº Kenneth Rogoff: Mas a economia chinesa está desacelerando. Vocês precisam procurar outros caminhos.

 

Com certeza, o Brasil agora está em outro nível, isto está claro. Mas por outro lado é preciso continuar crescendo, continuar se expandindo, e este é um momento preocupante.

 

O QUE O BRASIL PODE FAZER DIFERENTE?

 

Jornalista Jorge Pontual: O que o Brasil pode fazer diferente agora? Uma coisa me preocupa…36%, 38%…Os números mudam.

 

Profº Kenneth Rogoff:- O tamanho do governo.

 

Jornalista Jorge Pontual: A carga tributária. 36% quase 40%. È possível crescer…Um mercado emergente pode crescer com uma carga tributária desse porte?

Ninguém no Brasil reclama disso. É estranho. “Tudo bem”.

 

Profº Kenneth Rogoff: Ouço muita gente reclamando disso.

 

Jornalista Jorge Pontual: Nos EUA?

 

Profº Kenneth Rogoff: Não. Muitos dos meus amigos são economistas no Brasil.

 

Todos apontam para a principal vulnerabilidade.

Não é só o tamanho, é a inflexibilidade do governo. Cerca de 80% dos gastos do governo são com transferências, pagamentos de funcionários públicos, coisas que podem ser mudadas.

Portanto o Brasil, o Brasil não tem muita flexibilidade devido a isso.

Obviamente, diminuir o Estado propiciaria o crescimento.

Claro, um sistema tributário mais eficiente propiciaria o crescimento.

Um dos maiores enigmas da economia internacional é entender que taxas de juros tão altas durante tanto tempo. Elas estão baixando muito, mas um dos motivos para terem sido tão altas tem a ver com as pessoas ficarem ansiosas quanto á história, quanto a inflexibilidade.

Obviamente, há muitas coisas que o Brasil pode fazer, mas é preciso energia nova para realizá-las.

Compreendo que não é fácil em uma democracia. Não que estejamos avançando nos EUA. Estamos bem paralisados. Estou muito preocupado com nosso futuro.

Jornalista Jorge Pontual: Você estava no FMI na época da crise do real?

Profº Kenneth Rogoff: Eu estive no FMI de 2001 a 2003. Não peguei a crise de 1999 quando estourou. Mas a de 2000, 2002. Com certeza. Foi um momento singular. Eu fui a favor da ajuda que nós prestamos, e não fui a favor de muitas ajudas.

Como fui professor, sei que se você recusar todos os pedidos de promoção, ninguém lhe dará ouvidos. E preciso ser a favor de alguma coisa. Mas eu também achei que o Brasil tinha os fundamentos de um programa que fazia sentido, que era um risco razoável. E foi um sucesso. O FMI teve fracassos. Pelo menos eu julgaria o Brasil como um sucesso.

Jornalista Jorge Pontual: Por que foi um sucesso?

Profº Kenneth Rogoff: Foi um sucesso porque ele avançou de forma sólida. Ele avançou com força tão esmagadora que acalmou os mercados. Mas em suma foi um sucesso porque o presidente Lula ganhou as eleições e CONTINUOU com as mesmas políticas macroeconômicas, o que foi uma grande surpresa para os mercados. Foi um momento estabilizador. Se ele tivesse seguido políticas como as dos seus vizinhos ao sul, o programa brasileiro teria explodido, com certeza. A grande mudança foi mostrar estabilidade econômica e política. E vocês estão colhendo os frutos disso.

Agora as pessoas pensam, quando há uma crise econômica mundial: “Vocês tiveram uma recessão normal.”

Dez anos atrás…Com certeza, 15 anos atrás, diante de uma crise econômica mundial, o Brasil ainda estaria se recuperando. Mas vocês não foram muito afetados.

Creio que o grande crédito se deva a essa transição e também aos tecnocratas do Brasil que criaram um programa bastante bom.

Jornalista Jorge Pontual: Voltando ao “desta vez é diferente”.

Já que você e Carmen Reinhart mostraram que não é tão diferente, que é sempre a mesma sequência…

Profº Kenneth Rogoff: Há muitos modelos.

Jornalista Jorge Pontual: Sim, mas, essencialmente…

Por que não aceitar…Quando fala em “delírio”, me lembra a “Marcha da Insensatez”, o livro de Barbara Tuchman sobre as guerras e sobre as crenças das pessoas ao longo da História, de que, aquela vez, daria certo e era óbvio que não. O que cega as pessoas e os governos diante da realidade? Por que essa não aceitação?

Profº Kenneth Rogoff: Há certo aspecto na natureza humana, um otimismo, uma vontade de enfrentar desafios que é muito boa.

Tivemos crises econômicas desde os primórdios da civilização. Mas a civilização prosperou. Todos os paises passam por crises econômicas gigantescas, mas a maioria deles está em situação bem melhor do que há algumas centenas de anos. Nós, humanos, temos grandes qualidades mas não há dúvida de quê, quando as coisas vão bem, temos uma tendência a achar que somos nós, que somos gênios, que o governo é bom demais.

Quando há um boom alimentado por muito crédito, muitos empréstimos, você se sente muito bem, é como usar uma droga.

Quando o efeito da droga passa, você desmorona. É uma tendência muito comum. As crises são muito semelhantes independentemente do sistema jurídico, independentemente da cultura. Elas são universais.

Se você olhar os traços macroeconômicos de uma crise econômica, não importa onde você esteja.

Isso sugeriu a mim e a Reinhart que havia algo mais profundo na natureza humana, na nossa arrogância, na nossa ignorância que atravessa sistemas políticos, sistemas jurídicos, que todos partilhamos.

É muito empolgante para nós descobrir como as crises eram semelhantes. É algo que você pensa…Você fica feliz em demonstrar tendências comuns, mas ao olhar nossos gráficos e tabelas, é impressionante.

Jornalista Jorge Pontual: É interessante ter escrito que você e Carmen Reinhart têm em comum um ceticismo com relaçao aos governos. O que você quis dizer?

Profº Kenneth Rogoff: Os governos sempre lhe dizem que está tudo bem quando não está. Se você for à Europa hojeVamos analisar a crise da Grécia.

“A Grécia é um país europeu, que nunca vai ter problemas.” “Vamos precisar de um pequeno empréstimo.” “Talvez eles tenham que perder um pouco de dinheiro para os credores particulares.”

Talvez nos tenhamos que expulsar a Grécia do euro.”

A cada passo eles negam a realidade. Isso é muito comum.

Como profissionais, estudiosos de países que rumam em direção à crise, a negação da realidade é surpreendente.

É um tema que se repete nos países em crise.

Nós nos entrosamos naturalmente tendo esse ponto em comum, de ver que um governo diz, e geralmente quanto melhor a previsão, mais você deve se preocupar.

Jornalista Jorge Pontual:  Eu me preocupo com a cobertura da mídia. Nós ouvimos os governos, reproduzimos o que eles dizem, mas como nós, jornalistas, podemos entender com base no seu livro, a fazer a cobertura, a compreender a crise que aconteceu?

Profº Kenneth Rogoff: O livro causou comoção por vários motivos.

Um deles foi por declararmos: “Não, a recuperação não vai ser rápida. Essa crise vai durar muito tempo.

Eis o motivo, eis o que aconteceu.”

A princípio, fomos ricularizados por ridicularizados por dizer isso.

O “The New York Times” exclusivamente, mas disse: “Eles são loucos de dizer que a crise vai durar 4 ou 5 anos, que o desemprego vai piorar, que vai levar 4 ou 5 anos para o crescimento voltar ao mesmo nível antes. Nossa, é radical.”

Mas gradualmente, várias pessoas analisaram aquilo, e é uma área em que as novidades se espalham.

Obviamente outros, num futuro distante, quando as dívidas estiverem se acumulando, e a economia estiver sendo achatada…

Nos livro dá referências. Quais são os sinais de alerta, quando você precisa se preocupar. Não é uma ciência, nada é absoluto, entretanto, há certos marcos históricos nos quais é preciso revisitar os fatos e se preocupar. Espero que as pessoas façam isso no futuro.  

 

Jornalista Jorge Pontual: Como quando a dívida ultrapassa 60% do PIB?

 

Profº Kenneth Rogoff: Quando se pega emprestado no estrangeiro mais de 60% do PIB sendo um mercado emergente, isso é problemático.

E, para qualquer país, quando sua dívida pública ultrapassa 90% ou 100% do PIB, e muita gente ficou irritada por termos dito isso. Mas acho que documentamos isso. Um dos fatores mais originais da nossa compilação foi termos fornecido dados sobre a dívida pública, sobre gastos do governo que remontam a muitos anos.

Você nem imagina como foi difícil fazer isso.

Você acha que os bancos mentem em seus balanços patrimoniais? Nem se compara ao que os governos fazem.

Uma das maiores descobertas do nosso livro foram esses dados que permitem visualizar esses padrões.

 

Jornalista Jorge Pontual:  Voltando a minha pergunta. Seu conselhos aos jornalistas, quando os governos dizem que está tudo bem,  que desta vez é diferente, é não acreditar neles?

 

Profº Kenneth Rogoff: Vou dar uma resposta muito franca. Estando no FMI e tendo visto isso na prática…Um problema que o jornalismo tem em muitos lugares é que você depende dessa gente.

Você pode escrever um artigo dizendo: “Pedro Malan não estava dizendo a verdade.” No dia seguinte tente fazer uma entrevista com ele.

Se você não tem acesso não pode fazer a cobertura. Existe um jogo muito sutil de gato e rato entre jornalista e governo.

Se você questionar demais ou se o seu jornal questionar demais, ou a sua TV questionar demais, eles se recolhem. Acontece no mundo todo. Todos sabem disso.  Você é “independente”, mas precisa que essa gente fale com você.

É um desafio muito grande para o jornalismo.

Jornalista Jorge Pontual:  Muito obrigado. Obrigado.

 

Profº Kenneth Rogoff: Foi muito bom. Foi um prazer.

 

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Livro: This Time Is Different: Eight Centuries of Financial Folly. Com título em português: Esta vez é diferente: oito séculos de loucura financeira: de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff.

Descrição do livro: Ao longo da história, os países ricos e pobres têm sido os empréstimos, os empréstimos, deixando de funcionar – e em recuperação – seu caminho através de uma gama extraordinária de crises financeiras. Cada vez, os especialistas opinou, “desta vez é diferente” – alegando que as velhas regras de valorização já não se aplicam e que a nova situação tem pouca semelhança com desastres anteriores. Com este estudo inovador, economistas Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff definitivamente provar que estão errados. Abrangendo 66 países nos cinco continentes, desta vez é diferente apresenta um olhar abrangente as variedades de crises financeiras, e nos guia através de oito séculos espantosos de inadimplência do governo, pânicos bancário, e picos inflacionários – de degradações moedas medievais subprime hoje catástrofe. Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, economistas, cujo trabalho tem sido influente no debate político sobre a crise financeira atual, provocativamente argumentam que combustões financeiros são ritos universais de passagem para os mercados emergentes e estabelecidos. Os autores tirar lições importantes da história para nos mostrar o quanto – ou pouco – que aprendemos. Publicado em 18/07/2011.

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Entrevista com Kenneth Rogoff.

http://g1.globo.com/globo-news/milenio/videos/t/programas/v/economista-afirma-que-a-crise-atual-segue-o-mesmo-caminho-das-anteriores/2144316/

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As provas da conspiração forjada para sepultar o caso Celso Daniel

SACANAS. ASSASSINOS.  GENTE, ESCUTEM AS SAFADEZAS.

 

26/12/2012

 às 8:00 \ Direto ao Ponto

 

PUBLICADO EM 30 DE JANEIRO

Entre o fim de janeiro e meados de março de 2002, investigadores da Polícia Federal encarregados de esclarecer o assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, gravaram muitas horas de conversas telefônicas entre cinco protagonistas da história muito mal contada: Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”,  suposto mandante do crime, Ivone Santana, viúva da vítima, Klinger Luiz de Oliveira, secretário de Serviços Municipais de Santo André, Gilberto Carvalho, secretário de Governo, e Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado-geral do PT. Todos sabiam da existência da fábrica de dinheiro sujo instalada na prefeitura para financiar campanhas do partido.

As 42 fitas resultantes da escuta foram encaminhadas ao juiz João Carlos da Rocha Mattos. Em março de 2003, pouco depois da posse do presidente Lula, Rocha Mattos alegou que as gravações haviam sido feitas sem autorização judicial e ordenou que fossem destruídas. Em outubro de 2005, condenado à prisão por venda de sentenças, o juiz revelou a VEJA (confira a reportagem na seção Vale Reprise) que os diálogos mais comprometedores envolviam Gilberto Carvalho, secretário-particular de Lula entre janeiro de 2003 e dezembro de 2010 e hoje secretário-geral da Presidência da República. “Ele comandava todas as conversas, dava orientações de como as pessoas deviam proceder. E mostrava preocupação com as buscas da polícia no apartamento de Celso Daniel”.

Em abril de 2011, depois de ter cumprido pena por venda de sentenças, Rocha Mattos reiterou a acusação em escala ampliada. “A apuração do caso do Celso começou no governo FHC”, afirmou. “A pedido do PT, a PF entrou no caso. Mas, quando o Lula assumiu, a PF virou, obviamente. Daí, ela, a PF, adulterou as fitas, eu não sei quem fez isso lá. A PF apagou as fitas, tem trechos com conversas não transcritas. O que eles fizeram foi abafar o caso, porque era muito desgastante, mais que o mensalão. O que aconteceu foi que o dinheiro das companhias de ônibus, arrecadados para o PT, não estava chegando integralmente a Celso Daniel. Quando ele descobriu isso, a situação dele ficou muito difícil. Agentes da PF manipularam as fitas de Celso Daniel. A PF fez um filtro nas fitas para tirar o que talvez fosse mais grave envolvendo Gilberto Carvalho”.

Escaparam da queima de arquivo algumas cópias que registram diálogos desidratados dos trechos com altíssimo teor explosivo. Ainda assim, o que se ouve escancara a conspiração forjada pelos grampeados para bloquear o avanço das investigações e enterrar o caso na vala dos crimes comuns. Somadas, as vozes revelam a alma do bando de comparsas que, em vez de indignar-se com a execução brutal de Celso Daniel, só pensa em livrar da cadeia o companheiro Sombra e, simultaneamente, livrar-se do abraço de afogado do suspeito decidido a afundar atirando. Vale a pena conferir seis áudios resgatados pela coluna. Os diálogos gritam que os donos das vozes se juntaram para impedir o esclarecimento de um crime gravíssimo.

Áudio 1
Luiz Eduardo Greenhalgh diz a Gilberto Carvalho que é preciso evitar que João Francisco, um dos irmãos de Celso Daniel, “destile ressentimentos” no depoimento que se aproxima. “Pelo amor de Deus, isso é fundamental!”, inquieta-se Carvalho.

Áudio 2
Um interlocutor não identificado elogia Ivone Santana pela entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo e incentiva a viúva a repetir a performance no programa de Hebe Camargo. Alegre, a viúva informa que vai fazer o reconhecimento das roupas da vítima. Do outro lado da linha, a voz pergunta como “o cara” estava vestido. O cara é o marido de Ivone morto dias antes.

Áudio 3: À beira de um ataque de nervos, Sombra cobra de Klinger um imediata operação de socorro. Sobressaltado com o noticiário jornalístico, exige que Gilberto Carvalho trate imediatamente de “armar alguma coisa”.

Áudio 4: Klinger diz a Sombra que Gilberto Carvalho está preocupado com o teor do iminente depoimento do companheiro acusado de ter ordenado a morte do prefeito. Sugere um encontro entre os três para combinar o que será dito. No fim da conversa, os parceiros comemoram a prisão de um suspeito.

Áudio 5: Gilberto Carvalho cumprimenta Ivone Santana pela boa performance em entrevistas e depoimentos. Carvalho acha que as declarações mudarão o rumo das investigações.

Áudio 6: A secretária de Klinger transmite a Gilberto Carvalho rumores segundo os quais a direção nacional do PT pretende manter distância do caso “para não respingar nada”. Carvalho nega e encerra o diálogo com uma observação ambígua: é nessas horas que se percebe quem são os verdadeiros amigos.

Em vez de exigir o esclarecimento da morte do amigo, Gilberto Carvalho resolveu matar as investigações no nascedouro. Por que agiu assim? Ele poderá responder também a essa pergunta na entrevista ao site de VEJA.

 

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