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13/05/2013 08H34 – ATUALIZADO EM 13/05/2013 09H06 MERCADO ELEVA ESTIMATIVA DE INFLAÇÃO PARA 2013 E 2014, DIZ BANCO CENTRAL

13/05/2013 08h34 – Atualizado em 13/05/2013 09h06

Mercado eleva estimativa de inflação para 2013 e 2014, diz Banco Central

As previsões para o IPCA dos dois anos foi aumentada para 5,8%.
Mercado segue vendo alta para 7,75% ao ano nos juros em maio.

 Alexandro Martello

Do G1, em Brasília

Os economistas do mercado financeiro elevaram, na semana passada, sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2013 e 2014, informou o Banco Central nesta segunda-feira (13), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Boletim Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Sobre o crescimento do PIB, os economistas das instituições financeiras mantiveram a previsão de 3% para este ano e de 3,5% para 2014

Para 2013, a estimativa do mercado financeiro para o IPCA subiu de 5,71% para 5,80% na última semana. Para 2014, a expectativa do mercado financeiro para o IPCA avançou de 5,76% para 5,80%. Nesse caso, foi a segunda semana seguida de elevação no indicador.

O aumento nas estimativas do mercado acontecem após a divulgação do IPCA de abril na semana passada, que somou 0,55%, acima da estimativa dos analistas do mercado financeiro e do Ministério da Fazenda. Em doze meses, a inflação somou 6,49%.

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros
O mercado financeiro manteve, na semana passada, a estimativa de que o BC subirá os juros básicos da economia, atualmente em 7,5% ao ano, para 7,75% ao ano ainda neste mês. A elevação, portanto, seria de 0,25 ponto percentual.  Para o fim de 2013 e de 2014, a previsão dos analistas dos bancos para a taxa de juros permaneceu em 8,25% ao ano.

Produto Interno Bruto
Sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), os economistas das instituições financeiras mantiveram a previsão de 3% para este ano e de 3,5% para 2014. O IBGE informou, em março, que o PIB de 2012 avançou somente 0,9%, no pior desempenho desde 2009. Para este ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que vinha prevendo expansão superior a 4%, revisou sua estimativa para um crescimento de 3% a 4% em 2013.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 subiu de R$ 2 para R$ 2,01 por dólar. Para o fechamento de 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar ficou estável em R$ 2,05.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2013 caiu de US$ 10 bilhões para US$ 9,05 bilhões na semana passada. Para 2014, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 10,8 bilhões para US$ 10,2 bilhões na última semana.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana.

veja também

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/mercado-eleva-estimativa-de-inflacao-para-2013-e-2014.html

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Inflação oficial acelera para 0,55% em abril, diz IBGE

No mês anterior, IPCA fora de 0,47%;

Em 12 meses, alta é de 6,49% – abaixo do teto da meta de inflação do BC.

08/05/2013 09h01 – Atualizado em 08/05/2013 13h02

Inflação oficial acelera para 0,55% em abril, diz IBGE

No mês anterior, IPCA fora de 0,47%; em abril de 2012, variou 0,64%.
Em 12 meses, alta é de 6,49% – abaixo do teto da meta de inflação do BC.

 

Do G1, em São Paulo

 
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Inflação oficial acelera para 0,55% em abril, diz IBGE (Foto: Editoria de Arte/G1)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, acelerou para 0,55% em abril, após variação de 0,47% no mês anterior, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (8). Em abril de 2012, a variação havia sido de 0,64%.

No acumulado em 12 meses, o IPCA tem alta de 6,49% e, assim, volta a ficar abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 6,5%. No mês passado, oindicador acumulara alta de 6,59%, o que fez com que estourasse o teto da meta pela primeira vez desde dezembro de 2011.

Com o resultado de abril, o acumulado no ano ficou em 2,50%, acima dos 1,87% relativos a igual período de 2012.

A inflação de abril ficou acima do esperado pelo mercado. Analistas ouvidos pela Reuters esperavam alta mensal de 0,47% no mês passado, segundo a mediana de 28 projeções que variaram de 0,39% a 0,51%.Também ficou acima da média das estimativas de 15 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, que previam inflação de 0,48% em abril. Superou, inclusive, o teto do intervalo das projeções, que era 0,54%.

Grupos
Com peso de mais de 40% do IPCA de abril, os preços do grupo alimentação e bebidas seguiram desacelerando no mês passado. Em abril, a alta foi de 0,96%, inferior aos crescimentos de 1,14% de março; de 1,45% de fevereiro; e de 1,99% de janeiro.

Ainda impressiona a alta acumulada em 12 meses do preço do tomate, que chegou a 149,69% em abril, ante 122,13%, em março. Em abril, a alta do tomate foi de 7,39%, contra 6,14% em março. Mas dentro do grupo alimentação, o preço que mais variou foi o da batata inglesa, com alta de 16,16% em abril, ante 6,14% em março – acumulando variação de 123,48% em 12 meses. O feijão-carioca também subiu 9,44% em abril, contra 9,08% no mês anterior.

O IBGE destaca, no entanto, que vários produtos deste grupo ficaram mais baratos de março para abril, com destaque para o preço do açúcar refinado (-4,50%), do açúcar cristal (-3,41%), do óleo de soja (-2,87%) e do frango inteiro (-1,92%).

De maneira isolada, quem liderou a lista dos principais impactos no IPCA do mês, no entanto, foram os remédios, com alta de 2,99%. Este resultado traduz parte do efeito do reajuste autorizado sobre os preços em 31 de março. Com isto, o grupo saúde e cuidados pessoais teve alta de 1,28% em abril, ante 0,32% em março, e registrou a maior variação de grupo no mês. Também exerceu influência o serviços médicos e dentários, que subiu 1,19%.

Após os remédios, na segunda posição de impactos veio o item empregado doméstico, cuja alta de 1,25%, embora abaixo da taxa de 1,53% de março, causou impacto de 0,05 ponto percentual no mês. O IBGE diz que, ainda que o item empregado doméstico tenha desacelerado de um mês para o outro, assim como manicure (de 1,30% para 1,15%) e cabeleireiro (de 1,14% para 0,43%), o grupo das despesas pessoais subiu de 0,54% para 0,61%, sob a influência do item recreação, que havia recuado 0,72% em março e foi para 0,14% em abril.

As despesas com habitação também subiram, indo de 0,51% em março para 0,62% em abril, destacando-se a aceleração na taxa de crescimento de preços dos artigos de limpeza (de 1,36% para 1,56%), mão de obra (de 0,29% para 1,24%), aluguel residencial (de 0,34% para 0,83%), taxa de água e esgoto (de 0,66% para 0,81%) e gás de botijão (de 0,29% para 0,39%).

 

Os artigos de vestuário, com o avanço da entrada da nova coleção no mercado, registrou variação de 0,65% em abril, contra 0,15% no mês anterior; enquanto o grupo artigos de residência variou 0,63%, ante 0,11% em março, observando-se alta em quase todos os itens pesquisados.

O grupo educação, que passou de 0,56% para 0,10%, desacelerou devido aos cursos regulares, que haviam apresentado alta de 0,40% em março e ficaram com 0,05% em abril. As despesas com transportes e comunicação também se reduziram de março para abril. No grupo comunicação, cuja variação foi de 0,13% para -0,32%, a redução se deve às contas de telefone fixo.

No grupo transportes a queda de 0,19% foi ainda mais intensa que a de 0,09% registrada em março. As passagens aéreas passaram a custar, em média, 9,12% menos que em março e se constituíram no principal impacto de redução. A gasolina também teve influência importante no grupo, com queda de 0,41% contra 0,09% no mês anterior. Etanol (de 3,55% para 0,16%) e óleo diesel (de 3,12% para 0,91%) também perderam força de março para abril.

Regiões
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Recife (0,90%), onde os alimentos subiram 1,50%, pressionando a taxa do mês. Os menores índices foram os de Porto Alegre (0,32%) e o de Goiânia (0,31%), ambos em virtude dos menores resultados dos alimentos.

INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,59% em abril, bem próxima do resultado de 0,60% de março. Com isso, o acumulado no ano ficou em 2,66%, acima da taxa de 1,73% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 7,16%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (7,22%). Em abril de 2012, o INPC havia ficado em 0,64%.

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