O CÉREBRO NOSSO DE CADA DIA – Descobertas recentes da neurociência

SINAPSES – 

A atividade elétrica de um neurônio, distribuída por seu axônio, pode se espalhar diretamente a neurônios vizinhos que tenham contato físico (e portanto elétrico) com aquele neurônio. Isso acontece com bastante frequência no sistema nervoso durante a gestação. No entanto, a Disso é feito o funcionamento do cérebro: da transmissão constante de sinais elétricos e químicos de um lado para outro. O que você faz, pensa ou sente a cada instante depende de quais neurônios estão mais ou menos ativos a cada instante.maioria dos neurônios no sistema O Cérebro Nosso de Cada Dia é elaborado, com o apoio da FAPERJ e do CNPq, pela equipe de Suzana Herculano-Houzel, neurocientista do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ empenhada desde 1999 em trazer ao público não-especializado os conhecimentos que a neurociência gera sobre o ser humano e examinar como eles se aplicam ao nosso dia-a-dia.nervoso da criança ou adulto não têm continuidade elétrica entre si: ao contrário, eles são separados por fendas, o que impede a passagem de eletricidade diretamente de um para o outro (como dizia meu professor de química, elétrons não nadam!).

O que permite que a atividade elétrica de um neurônio influencie a atividade elétrica do neurônio seguinte é atransmissão sináptica, o processo de transformação de um sinal elétrico em um sinal químico, e deste sinal químico de volta em um sinal elétrico – agora, no neurônio do outro lado da sinapse. A sinapse, portanto, é esse local onde a atividade de um neurônio é capaz de influenciar a atividade do outro neurônio.

No neurônio pré-sináptico (ou seja, o que transmite sinal), a chegada de um potencial de ação (o sinal elétrico) à extremidade do axônio provoca uma alteração em proteínas sensíveis à voltagem da membrana celular.

Transmissão sintática

Imagem

 

 

 

Imagem

 

ImagemImagem

 

Isso leva à entrada de cálcio no terminal pré-sináptico, o que por sua vez faz com que vesículas contendo substâncias químicas se fusionem com a membrana da célula, liberando seu conteúdo do lado de fora do terminal – ou seja, na fenda sináptica. (figuras 1, 2)

 Essas substâncias liberadas são os neurotransmissores, ou neuromoduladores, dependendo de sua ação sobre a célula pós-sináptica. (figuras 1, 2)

A célula pós-sináptica (a que recebe sinais) possui receptores em sua membrana: proteínas que detectam a presença de neurotransmissores ou neuromoduladores e mudam sua forma como resultado, disparando assim mudanças químicas e/ou elétricas no neurônio pós-sináptico. (figura 3)

No caso ilustrado, a ligação do neurotransmissor ao receptor faz com que este se abra, formando um canal na membrana do neurônio pós-sináptico.

Fig 5 Imagem

No caso ilustrado, a ligação do neurotransmissor ao receptor faz com que este se abra, formando um canal na membrana do neurônio pós-sináptico. Imagem

A abertura de vários canais ao mesmo tempo provoca uma modificação na voltagem do neurônio pós-sináptico que é propagada até o corpo da célula, onde fica o núcleo. Se um número suficiente de sinapses – de um só neurônio pré-sináptico, ou, mais comumente, de vários neurônios pré-sinápticos ao mesmo tempo – forem acionados e produzirem uma mudança grande o suficiente na voltagem da célula pós-sináptica, esta pode chegar a disparar potenciais de ação e, assim, passar o sinal adiante para

ImagemImagem

Ao mesmo tempo que a transmissão sináptica segue adiante do neurônio pós-sináptico, o neurônio pré-sináptico reconstrói suas vesículas sinápticas e as enche de novo, com neurotransmissor novo e também com as moléculas recolhidas (recaptadas) do espaço sináptico.

http://www.cerebronosso.bio.br/sinapses/

 

Anúncios

Um comentário sobre “O CÉREBRO NOSSO DE CADA DIA – Descobertas recentes da neurociência

  1. O axónio (português europeu) ou axônio (português brasileiro) é uma parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos que partem do corpo celular, até outro local mais distante, como um músculo ou outro neurônio. Uma de suas características é estar envolto pelas células de Schwann, no sistema nervoso periférico, e pelos oligodendrócitos no sistema nervoso central. A superposição de camadas de oligodendrócitos e de células de Schwann originam a bainha mielínica. Alguns axônios de neurônios de um humano adulto podem chegar a mais de um metro de comprimento. Os axônios são revestidos por esfingolipídios. Cada neurônio possui um único axônio, que nasce do cerne de implantação, localizado ainda na região do pericário do neurônio; os axônios não se ramificam abundantemente, e, quando o fazem, dão origem aos chamados colaterais. O axoplasma dessas estruturas é muito pobre em organelas: não possui retículo endoplasmático rugoso e etc; ele é mantido pelos nutrientes sintetizados no pericário da célula.
    A porção final do axônio é ramificada e recebe o nome de telodendro. Podemos observar dois tipos de fluxos nos axônios: o anterógrado, onde o fluxo segue do corpo celular para o axônio; e o retrógado, onde o axônio leva moléculas diversas de utilização variada pelo corpo celular. Esse fluxo deve-se aos microtúbulos e proteínas motoras, também observadas em diversas outras células.

Os comentários estão desativados.